Tinta anti-Wi-Fi protege a privacidade e pode ser usada como bloqueadora de celulares 13 outubro, 2009
Posted by carlasantosnet in Tecnologia.trackback
Pesquisadores da Universidade de Tóquio criaram um tipo especial de tinta capaz de bloquear ondas eletromagnéticas de alta frequência, como sinais de celulares e redes de computadores sem fio. É uma boa novidade para usuários preocupados com segurança, que queiram bloquear o possível acesso de intrusos sem depender apenas de códigos e senhas. A tinta é composta por óxido de alumínio e ferro, com poder de absorver sinais na faixa de frequências do Wi-Fi e celulares. Ao absorver as ondas de rádio, a tinta evita que os dados aerotransportados atravessem a parede, num fenômeno conhecido como blindagem. Na prática, as comunicações são bloqueadas. Embora a tecnologia não seja nova, as tintas isoladoras de sinal de rádio existentes até então só serviam para frequências muito baixas, como a faixa de FM comercial ou TV VHF (canais 2 a 13). Esta é a primeira a absorver até 100 GHz, e a previsão é o desenvolvimento de tintas que absorvam até 200 GHz. O site da BBC de Londres apresenta trechos da entrevista com Shin-ichi Ohkoshi, o líder deste projeto, para o programa World Service’s Digital Planet, no qual ele explica como a tinta pode ter utilidades além da segurança. No âmbito da medicina, por exemplo, poderá ser possível transmitir grande volumes de dados de um dispositivo médico a outro, como de um endoscópio no interior do paciente a um computador de análise, evitando interferências. A tinta também teria utilidade para salas de cinema, já que garante absorção das frequências usadas nos celulares, bloqueando a recepção de sinais e evitando chamadas durante as sessões. Além disso, o bloqueio de interferências externas também seria útil no futuro, quando os filmes poderão ser distribuídos por microondas às salas de exibição a partir de um ponto central. O pesquisador espera ainda transportar a tecnologia para roupas, criando peças que protejam principalmente crianças e mulheres grávidas da alta exposição às ondas eletromagnéticas, que ainda não têm seus efeitos sobre o corpo humano comprovados. O desenvolvimento de tintas “tecnológicas” ganha cada vez mais espaço. Em abril deste ano foi lançada uma tinta condutora de energia para ser usada no corpo humano, sem que o usuário leve choques, criada por alunos do Royal College of Art, no Reino Unido. O custo da tinta de blindagem está estimado em torno de 16 dólares o litro, mas não há previsão de sua chegada ao mercado.
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